
Deflagrada nacionalmente em 23 de fevereiro de 2026 pela Fasubra-Sindical, a greve dos(as) servidores(as) Técnico-Administrativos(as) em Educação (TAEs) ganha força em todo o país. A ADUA manifesta apoio à greve dos(as) TAEs da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), que aderiram à greve a partir do dia 4 de março após assembleia do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior do Estado do Amazonas (Sintesam). Até o dia 16 de março, ao menos 51 instituições de ensino superior em todo o país já haviam aderido ao movimento.
A greve tem como principal pauta o cumprimento integral do Acordo firmado com o Governo Federal ao término da greve de 2024. Entre as reivindicações estão a regulamentação da jornada de 30 horas semanais, o reposicionamento de aposentados, a implementação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) para os TAEs e a migração de carreira.
Em reunião realizada no dia 13 de março, na sede da ADUA, a diretoria da Seção Sindical recebeu informes do Comando Local de Greve e reforçou sua solidariedade à categoria dos(as) TAEs. Em nota de solidariedade classista, publicada no dia 17 de março, a entidade destacou que “a agressão aos direitos de uma categoria onera toda a classe trabalhadora” e reafirmou o papel dos sindicatos na organização e defesa dos direitos dos(as) trabalhadores(as). “É dever de um Sindicato de Luta, como é o caso do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior do Estado do Amazonas (Sintesam), organizar a categoria e defender os direitos da classe trabalhadora”, afirma trecho do documento.
O coordenador-geral do Sintesam e membro do Comando Local de Greve, Ronaldo Bastos, destacou o crescimento do movimento em nível nacional e relembrou que, desde o Acordo firmado em 2024, a categoria vem trabalhando na construção de propostas e estudos para viabilizar sua implementação. Segundo ele, apesar de avanços na parte remuneratória, diversos pontos relacionados às condições de trabalho foram considerados inviáveis pelo governo.
Ronaldo também explicou que as negociações ocorrem em diferentes espaços institucionais, como o Ministério da Gestão e Inovação (MGI) e o Ministério da Educação (MEC), mas que diante das sucessivas prorrogações no cumprimento do acordo, a categoria decidiu retomar a mobilização.

Durante o diálogo, representantes do movimento grevista relataram preocupações, especialmente quanto a possíveis retaliações relacionadas ao Programa de Gestão e Resultados (PGR). Entre os pontos levantados estão preocupação com impactos na frequência, descontos salariais, corte de auxílio-transporte e efeitos sobre o estágio probatório. Segundo o comando de greve, um decreto recente mantém a avaliação de servidores mesmo durante o período de paralisação.
A presidente da ADUA, Ana Lúcia Gomes, ressaltou a importância da solidariedade entre as categorias e citou que o ANDES-SN já deliberou, em seu 44º Congresso, pelo apoio às greves dos TAEs em todo o país. “Reforçamos todo o nosso apoio ao movimento grevista e pedimos solidariedade aos colegas professores, para que respeitem esse momento, para que possam conquistar condições de trabalho adequadas, pois é por isso que estão lutando e nós docentes também defendemos, então estamos reiterando esse apoio”.
A reunião contou ainda com a presença do professor Jacob Paiva, 3º secretário do ANDES-SN.
O comando de greve reforça o chamado à unidade e solidariedade da comunidade universitária. “Nós contamos com a solidariedade de toda a base docente da Ufam e que nossos companheiros e companheiras TAEs possam unificar nessa luta e a gente conseguir o mais breve possível os avanços temos direito para o nosso Acordo e que possamos encerrar esse movimento de forma muito construtiva. Vamos à luta”, declarou Ronaldo.
Como parte da agenda de mobilização, está previsto o Dia Nacional de Luta pelo Cumprimento do Acordo da Greve de 2024, que ocorrerá em conjunto com a Marcha Nacional das(os) Servidoras(es) Públicas(os), em Brasília, no dia 15 de abril.
Fontes: ADUA com informações de Fasubra e Sintesam
Fotos: Sue Anne Cursino
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