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  06/03/2026


Mulheres vivas! – ADUA contra o fim do feminicídio no Brasil



 

 

 

A epidemia de feminicídios no Brasil mostra que é urgente agir. O ANDES-SN e a ADUA somam forças nessa luta. Historicamente, as entidades sempre atuaram contra o machismo, a misoginia e toda forma de violência e opressão contras as mulheres.

 

Diariamente, somos bombardeadas(os) por notícias sobre mortes, tentativas de homicídios e estupros coletivos de meninas e mulheres. Somente em 2025 foi registrado um aumento de 4,7% de feminicídios. Foram 1.568 mulheres assassinadas, conforme dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgados no último dia 04.

 

Na maioria das ocorrências, o agressor tinha relação direta com a vítima: 59,4% das mulheres foram mortas pelo parceiro íntimo e 21,3% pelo ex-parceiro. Entre os casos com autoria identificada, 97,3% foram cometidos por homens. Apenas 4,9% dos casos foram cometidos por desconhecidos.

 

 

Apenas nos pouco mais de dois meses iniciais de 2026 outros casos já tomam as manchetes. Nesse início do mês de março, Bruno Allegretti, Vitor Simonin, Mattheus Martins e João Bertho foram detidos por estuprar uma jovem de 17 anos, em Copacabana, no Rio de Janeiro. Um adolescente de 17 anos, que atraiu a vítima ao local do crime, é considerado foragido. O grupo foi acusado pela mãe de outra jovem, então com 14 anos, por estupro coletivo, ocorrido em agosto de 2023.  

 

Pouco antes, outro ganhou grande repercussão na mídia e revoltou as mulheres. O secretário de governo da prefeitura de Itumbiara (GO), Thales Alves Naves Machado, matou os próprios filhos, de 12 e 8 anos, e cometeu suicídio como forma de “punir” a companheira, alegando “traição”. A mulher ainda sofreu linchamento virtual, outra violência ao ser julgada nas redes sociais.

 

Não apenas meninas e mulheres são alvos da violência do patriarcado no Brasil. Casos recentes veiculados foram de idosas abusadas. A Polícia investiga a denúncia de estupro de uma idosa de 71 anos dentro de um ônibus no Centro do Rio de Janeiro, no dia 22 de fevereiro. O suspeito é o motorista do veículo. No mesmo mês, uma freira de 82 anos foi estuprada e morta dentro do convento onde morava, em Ivaí (PR). O suspeito de 33 anos foi preso poucas horas após o crime.

 

Discurso redpill

 

A escalada da misoginia evidencia o alastramento da misoginia na sociedade brasileira, reflexo em grande parte da propagação de discursos machistas e antifeministas na internet.

 

“Esses episódios não são exceções, mas expressões de uma estrutura que articula cultura, política, redes sociais e relações cotidianas, produzindo condições para que a violência de gênero se reproduza e se intensifique”, afirmou a socióloga e cientista política, Bruna Camilo no artigo “Redpill, ressentimento e feminicídio”, publicado em dezembro de 2025 na Carta Capital.

 

A profissional destaca ainda que esse cenário de violência contra as mulheres mostra uma lógica estrutural: homens que, sentindo-se autorizados socialmente, mobilizam práticas de controle, humilhação e agressão como forma de reafirmar uma masculinidade ameaçada.

 

Denúncia

 

Ao presenciar um episódio de agressão contra mulheres, ligue para 190 e denuncie. Também é possível realizar denúncias pela Central de Atendimento à Mulher (número 180) e do Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.

 

Fonte: ADUA com informações do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, O Globo, Fórum, Veja, Carta Capital e G1

 

Foto: Sue Anne Cursino/Ascom ADUA

 

 



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