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  06/03/2026


Movimentos sociais convocam mobilização contra o feminicídio em Manaus



  

 

Atualizada em 06 de março às 09h07

 

Movimentos sociais e entidades populares promovem no dia 8 de março (Dia Internacional das Mulheres) uma programação de mobilização em Manaus para denunciar o feminicídio e outras violências que atingem milhares de mulheres no Brasil. O ato público cultural, seguido de Feira da Economia Popular Solidária, será realizado a partir das 15h, na Praça da Polícia, no Centro da capital amazonense. A mobilização é organizada pelo Fórum Permanente das Mulheres de Manaus e pela Coordenação dos Povos Indígenas de Manaus e Entorno. 



A ADUA participa da organização das atividades com representação da professora Iolete Ribeiro, docente da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e integrante do Grupo de Trabalho de Política de Classe para as Questões Étnico-Raciais, de Gênero e Diversidade Sexual (GTPCEGDS) da entidade.

 

A programação incluiu ainda atividades nos dias 02 e 06 de março para denunciar o feminicídio e outras violências que atingem milhares de mulheres no Brasil. Na manhã de segunda-feira, a agenda de lutas iniciou com coletiva de imprensa no Espaço Loyola, na Rua Leonardo Malcher, 339, bairro Aparecida. Já na manhã desta sexta-feira foi realizado um ato público de cobrança, com concentração em frente ao Governo do Estado e encerramento na Prefeitura de Manaus.

 

A agenda de mobilizações é organizada pelo Fórum Permanente das Mulheres de Manaus e pela Coordenação dos Povos Indígenas de Manaus e Entorno, com articulação de movimentos sociais, organizações indígenas e pessoas comprometidas com a justiça e a defesa da vida das mulheres.

 


 

“Diante do avanço das violências contra mulheres e meninas, nos levantamos coletivamente para denunciar o silêncio institucional, a ausência de políticas eficazes e a negligência que transforma a violência em rotina. Cada vida interrompida pelo feminicídio é resultado de omissões que precisam ser enfrentadas com urgência, responsabilidade pública e mobilização social”, afirma a organização, que acrescenta: “nossa luta é por memória, justiça, proteção e políticas públicas efetivas. Contra o feminicídio, contra todas as violências e contra a invisibilidade imposta pelo Estado: seguimos juntas, organizadas e em movimento”.

 

Em 2026, a Lei Maria da Penha completa 20 anos. Apesar disso, os números seguem alarmantes: o Brasil registra, em média, quatro assassinatos de mulheres por dia. Em 2025, foram contabilizados mais de mil casos de feminicídio no país.

 

Fontes: Agência Pública, Fórum Permanente das Mulheres de Manaus, Fórum Permanente das Mulheres de Parintins

 

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