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  30/01/2026


Dossiê aponta que pessoas negras são maioria entre as vítimas de transfobia no Brasil



 Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

 

O Brasil segue liderando o ranking mundial de assassinatos de pessoas trans. A constatação está na 9ª edição do Dossiê sobre Assassinatos de Pessoas Trans no Brasil, lançada na segunda-feira (26), no Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), em Brasília. O material é resultado de levantamento da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) e integra as ações do Dia Nacional da Visibilidade Trans, celebrado em 29 de janeiro.

 

A programação contou ainda com a realização da 3ª Marsha Trans Brasil, realizada em Brasília, no domingo (25). A mobilização ocupou a capital federal contra a transfobia e em defesa da dignidade da população trans, com participação do ANDES-SN. Com o tema “Brasil soberano é país sem transfobia”, a mobilização foi organizada pela Antra em parceria com o Instituto Brasileiro de Transmasculinidades (Ibrat).

 

Caravanas vindas de Salvador e do Rio de Janeiro reuniram centenas de docentes, que se somaram à mobilização em defesa da vida, da visibilidade e de direitos básicos, como acesso à educação, políticas de cotas para pessoas trans, saúde e trabalho digno para a população trans e LGBTI+.

 

Foto: Eline Luz/ Ascom ANDEs-SN 

 

O ANDES-SN reafirmou a defesa de políticas de cotas para pessoas trans e travestis nas universidades, institutos federais e Cefets. Para a 2ª vice-presidente do sindicato, Letícia Carolina, é fundamental ampliar o enfrentamento ao preconceito. “Precisamos pautar a luta contra o preconceito à população trans e LGBTI+ em todos os espaços. O ANDES-SN marchou pelo seu projeto de educação, que é antirracista, feminista, é um projeto que apoia a comunidade trans. Vocês sabem por que janeiro é o mês da visibilidade trans? No dia 29 de janeiro de 2004, pela primeira vez, uma comitiva de pessoas trans veio a Brasília lançar, no Congresso Nacional, a campanha ‘Travesti em Respeito’. Naquele momento, o governo convidou a gente para vir e lançar a campanha. Hoje, não. Nesse domingo a gente ocupou Brasília, exigindo nossos direitos, exigindo cidadania. Vamos seguir na luta. Brasil soberano é Brasil sem transfobia. O Sindicato Nacional está nessa luta”, destacou.

 

Foto: Eline Luz/ Ascom ANDEs-SN 

 

A Marsha Trans Brasil, grafada com “sh”, homenageia Marsha P. Johnson, mulher trans, negra e drag queen estadunidense, referência histórica na luta pelos direitos LGBTI+ e uma das protagonistas da Revolta de Stonewall, em 1969, em Nova York.

 

Na segunda-feira (26), o ANDES-SN também participou de diversas atividades no Auditório Freitas Nobre, no Anexo IV da Câmara dos Deputados, como o Fórum Nacional de Marchas Trans, o II Fórum Nacional de Transmasculinidades Negras e Periféricas e o Seminário Ativismos e Famílias em Defesa das Juventudes Trans.

 

 

Dados

 

Considerado uma das principais fontes de dados sobre crimes de transfobia no país, o dossiê é referência nacional e internacional no monitoramento da violência contra a população trans.

 

Em 2025, foram registrados 80 assassinatos de pessoas trans no Brasil. O número representa uma redução de 34% em relação a 2024, quando foram contabilizados 124 casos. Apesar da queda, o relatório alerta que a violência segue alarmante e atinge de forma desproporcional pessoas negras, que representam 70% das vítimas de transfobia no período analisado.

 

Ceará (CE) e Minas Gerais (MG) aparecem como os estados com maior número de registros. Na região Norte, foram contabilizados sete casos, sendo um deles no Amazonas. O relatório destaca ainda que, proporcionalmente, houve aumento percentual da violência nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sul, enquanto apenas o Sudeste apresentou redução.

 

 

 

Na apresentação do documento, a presidenta da Antra, Bruna Benevides, ressalta a importância da continuidade do levantamento. “A continuidade deste dossiê afirma que  a luta não recua diante da hostilidade, mas se fortalece, precisamente, no enfrentamento direto às estruturas que insistem em nos negar humanidade”. 

 

A ADUA e o ANDES-SN reafirmam a luta em defesa da vida da população trans, por uma educação pública, diversa e livre de transfobia

 

Baixe aqui o Dossiê. 

 

Fontes: com informações de Revista Afirmativa, ANTRA Brasil e ANDES-SN



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