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  01/04/2025


“Sem anistia”: Ato político-cultural em Manaus afirma que golpe militar não pode se repetir



 

Com faixas com dizeres como “Sem anistia. Viva a democracia” e “Ditadura nunca mais”, organizações da sociedade civil – incluindo sindicatos, movimentos sociais, coletivos feministas e partidos políticos – realizaram uma manifestação política e cultural nesta segunda-feira (31), data que marca os 61 anos do golpe empresarial-militar no Brasil. O ato ocorreu no Largo de São Sebastião, no Centro de Manaus.

 

A ADUA esteve presente, somando forças à luta por memória, justiça e reparação. Reforçando a necessidade de que os responsáveis pela tentativa de golpe em 2023 sejam julgados e presos, sem direito à anistia.

 

Durante os discursos, os(as) participantes relembraram o significado da anistia no contexto da ditadura militar. “Vamos historiar um pouquinho, relembrar o que foi a anistia, que foi concedida, conquistada no período final da ditadura. Mas foi uma pernada na gente, para aqueles que lutam. Porque, no meio da anistia para os perseguidos políticos que estavam no exílio, também foram anistiados uma série de pessoas vinculadas ao próprio fazer da Ditadura”, afirmou Gleice Oliveira, integrante do grupo Vozes do Silêncio, organizador da manifestação.

 

O ato em Manaus integrou uma série de mobilizações que ocorreram em diversas cidades do país pedindo julgamento e punição para os responsáveis por atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, ocorridos em Brasília (DF).

 

 

Durante a programação, foram realizadas apresentações da Companhia Vitória Régia de Teatro, do Maracatu Pedra Encantada e do grupo Sambaqui. Canções de Geraldo Vandré e Chico Buarque embalaram o ato.

 

“Descomemorar” o golpe

 

A mobilização contou com depoimentos de pessoas que vivenciaram a ditadura militar. “Foi um ato pequeno em número de participantes, mas muito bem programado e intenso, com música, falas públicas e testemunhos de quem viveu ou conhece a história desse período. Nós ‘descomemoramos’ essa data, lembrando e pedindo que algo assim nunca mais aconteça”, afirmou o professor Tomzé Costa. Ele destacou a importância da memória histórica: “É essencial que esse tipo de manifestação aconteça sempre, enquanto as ameaças à democracia existirem”.

 

 

Gleice Oliveira ressaltou que o ato por memória, verdade, justiça e reparação reuniu tanto militantes históricos de diversas frentes de luta quanto jovens do movimento estudantil universitário. “Essa diversidade, esse caldo de cultura amazônico resultou em emoções, lembranças compartilhadas e na alegria de estarmos juntos. Mas seguimos atentos à necessidade urgente de unidade, fortalecimento e organização para enfrentar os desafios atuais. A extrema direita não se esconde mais, muito pelo contrário, está cada vez mais presente e nos ameaçando diretamente”, afirmou.

 

Abrindo o Acervo

 

Em 2024, ano que marca seis décadas do Golpe Empresarial-Militar (1964-1985), a ADUA lançou a série “Abrindo o Acervo”, destacando materiais que debatem e denunciam esse período sombrio da história do Brasil.

 

Entre os conteúdos resgatados está a reportagem “ADUA e docentes foram alvo de investigação durante a Ditadura”, que revela documentos do Serviço Nacional de Informações (SNI) dos anos de 1980 e 1981, além de relatos de docentes da Ufam que tiveram suas vidas vigiadas pelo regime.

 

Outro material é a edição nº 1 da revista Resistências, lançada em dezembro de 2019. Na época, o Brasil vivia sob o governo Bolsonaro, que apresentava semelhanças operacionais com a Ditadura Militar. Os artigos da revista traçam paralelos entre os dois períodos.

 

Também faz parte da série a reportagem “Ataque à autonomia – Intervenção em reitorias reproduz prática adotada na Ditadura Militar”, publicada no Boletim nº 17 da ADUA, em janeiro de 2020.

 

Já a edição nº 2 da revista Resistências, lançada em junho de 2020, teve como tema “Amazônia: Vidas Ameaçadas”. O material aborda os projetos desenvolvimentistas e de “integração” da Ditadura na região e seus impactos duradouros sobre os povos originários.

 

Fontes: ADUA com informações do Vozes do Silêncio

 

Fotos: Divulgação 



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