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Ensino Médio: avanço ou retrocesso
Por Rubens da Silva Castro

Data: 20/04/2017

O ensino médio tem recebido duras críticas por parte dos gestores e educadores, que afirmam ser este nível de ensino com maiores dificuldades para cumprir sua função educacional e de garantir o direito social da proposta prevista na Constituição Federal de 1988. Mesmo com a expansão das matrículas nessa última etapa da educação básica, nas últimas três décadas, em nenhum momento o ensino médio garantiu as condições mínimas de um ensino que atendesse a maioria dos jovens.
 
Historicamente, em nenhum nível da educação brasileira, o ensino nunca foi de qualidade. Precisamos com de educação com qualidade, professores bem remunerados, escolas bem equipadas, no sentido de proporcionar a aprendizagem de todos os educandos. O ensino médio necessita de uma profunda reforma, mas não esta que foi apresentada pelo Governo Federal a sociedade brasileira.
 
A proposta de reforma do ensino médio não foi discutida com os educadores, educandos e os especialistas da área. Pode-se afirmar que se trata de uma mudança imposta de cima para baixo, de uma Medida Provisória, sem nenhum diálogo com os interessados na questão. A medida estabelece, ainda, que as disciplinas de artes, filosofia e sociologia deixarão de ser obrigatórias.
 
Mas quem foi que disse que esses conteúdos não são importantes na formação integral dos nossos educandos? Entendemos que a retirada do currículo do ensino médio dessas matérias está relacionada ao Projeto “Escola sem Partido”, considerada uma ameaça aos que não querem uma transformação social.

E qual a finalidade deste governo da direita? É tornar-se simpáticos aos donos de instituições bancárias e aos parlamentares que o sustentam no Congresso Nacional. Além disso,  o aluno da escola particular terá sua mensalidade reajustada em função do aumento da estrutura necessária para a implementação da nova legislação.
 
Acreditamos que as mudanças, no ensino médio, só poderão ser cumpridas se os maiores interessados participarem dos debates e discussões. Não se corrigem distorções de qualquer nível da educação por meio de Medida Provisória. É um instrumento não adequado. É necessário uma análise mais profunda e consistente da realidade do ensino médio.
 
Para finalizar, podemos dizer que reformar o ensino por meio de Medida Provisória, é, sem dúvida alguma, um retrocesso, uma irresponsabilidade do governo brasileiro. Temos que lutar por uma sociedade mais justa e igualitária. Não podemos aceitar os desmandos que o governo brasileiro vem fazendo contra a população. A educação não pode ser mercantilizada, não ao retrocesso!

Rubens da Silva Castro - Professor

Marcilene Sena Leitão - Técnica-administrativa

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